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PROJETOS

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Museu Bispo do Rosário

ARQUITETURA INSTITUCIONAL



2018

Engenho de Dentro, Rio de Janeiro-RJ














 



QUADRA-PARQUE

O edifício que hoje sedia o MII integra o Instituto Municipal Nise da Silveira (IMNS), equipamento da rede municipal de saúde situado no bairro do Engenho de Dentro, Rio de Janeiro, que ocupa uma grande quadra verde de 300x300 metros — o equivalente a aproximada

mente quatro quadras do bairro. Trata-se de uma área singular no padrão de ocupação da região do Grande Méier, pelas características de sua ocupação e sua densa arborização, que portanto se apresenta como um “oásis” verde na cidade: uma quadra-parque. Entendemos, no entanto, que a singularidade desta porção de cidade é resultado da ocupação como hospital psiquiátrico durante tanto tempo, pelos muros que construiu entre as pessoas ali internadas e a cidade.





Após a reforma psiquiátrica, o programa original do Centro Psiquiátrico se torna parcialmente obsoleto uma vez que o número de internos foi reduzido sensivelmente. Atualmente a quadra-parque já abriga — além das funções ligados à saúde mental — diversos outros usos de caráter social e cultural. Por estas razões, observa-se um grande potencial de transformação desta quadra. A quadra-parque pode se tornar uma área de lazer para a população local e para toda a cidade e o Museu de Imagens do Inconsciente é um elemento chave nessa transformação. A abertura do Parque Municipal Nise da Silveira à cidade e a ampliação do museu são gestos simbólicos e potentes para aqueles que já passaram pelo hospital psiquiátrico e aqueles que lutam contra os manicômios.






EXPANSÃO DO MII

Nesse contexto, este “projeto de arquiteura para expansão do Museu de Imagens do Inconsciente” propõe reordenar os seus espaços e atividades de modo a distribuí-las no conjunto de edifícios que passam a compor o Museu, com a anexação de dois novos edifícios. Como diretrizes gerais para o projeto assinalamos:

1. Aproveitamento das qualidades intríssecas aos edifícios existentes e construção de poucos elementos novos necessários à conectividade espacial;
2. A simplicidade e facilidade de manutenção dos elementos construídos — novos ou existentes;
3. A integração das áreas internas com o ambiente externo à sua volta;
4. A transformarção da experiência do museu e ampliação do público: de visitação com interesse específico para uma “visita-experiência” visando a permanência.



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